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Desde o princípio dos tempos nunca houve uma separação entre o céu e a terra. Tudo era um grande buraco de nada sem princípio e sem fim. Então os dois primeiros Deuses vieram ao mundo. Eram divindades com poderes criativos. A venerável Leya personificou a luz e a esperança lutando sem se cansar e com uma ambição excepcional pela vida e pela harmonia. Bergelius por outro lado tinha-se convertido às trevas. De forma soberana ele certificou-se de que não tinha de partilhar os seus poderes com mais ninguém. Ambos viveram numa poderosa animosidade. No entanto um dia uma horrível guerra teve lugar e infelizmente Leya perdeu, tendo sido feita prisioneira por Bergelius.
Absorto na confiança de ter derrotado Leya, Bergelius criou um misterioso lugar dedicado às trevas - frio e rodeado de sombras. A Deusa, aprisionada, mas ainda cheia de esperança, utilizou as suas habilidades sobrenaturais para examinar a fundo a criação do seu adversário. Ela viu que o mundo à sua volta se tinha tornado vazio e tinha perdido toda a sua forma e toda a sua vida. Com os seus próprios poderes criou o jogo de cores entre a luz e a escuridão. Este fenómeno veio mais tarde a ser chamado de dia e noite. Ao mesmo tempo Leya lançou também as fundações da vida: Terra, Água, Ar e Fogo. Ela decorou o mundo com continentes, vegetação e diversas criaturas, quer em terra quer na água. Deu a um dos continentes o nome de Andaron - conhecido hoje por Iberia - e deu aos seus primeiros habitantes o nome de Mu. Como não era capaz de defender a sua própria criação concebeu 8 Deuses Protectores e encarregou-os de proteger o mundo.
Bergelius não reparou na criação de Leya até a mesma estar completa. Profundamente infeliz por ter sido tão mau observador ele ordenou Parakelius, um dos seus servos mais leais, destruir a criação de Leya o mais rápido possível. Parakelius e os seus seguidores puseram-se imediatamente a caminho do mundo idílico. Uma névoa tenebrosa abateu-se sobre o mundo, espalhando o medo e o terror. Parakelius enganou as pessoas de Andaron com a sua malícia e convenceu-as a juntarem-se ao Reino das Sombras. Desde este dia em diante a paz deu lugar ao imparável crescimento da onde de fúria.
Os 8 Deuses Protectores enviaram uma grande inundação para destruir o Mal e salvar Andaron. A massa de água quase obliterou todas as criaturas que habitavam o mundo. Os poucos que sobreviveram refugiaram-se na ilha Britron, na costa oeste de Iberia. As criaturas que tinham sido seduzidas pelo lado do Mal foram aqui libertadas e algumas transformaram-se em monstros horrendos. Os rumores dizem que os poderes de Parakelius e dos seus seguidores foram a causa dessas transformações aterrorizantes. As criaturas da ilha formaram então a tribo dos Rahu.
Depois de Leya ter criado o mundo e os seus continentes e ter concebido os 8 Deuses Protetores foram desenvolvidos diversos grupos de pessoas indígenas. Estes grupos espalharam-se por todos os continentes. Bergelius proclamou-se governador dos Rahu que viviam na ilha Britron e a sua força unificada começou a causar problemas. O lado negro do poder criou algumas das criaturas mais perigosas, que por sua vez espalharam o caos e a destruição. Esta foi uma das razões principais que provocou as diversas ondas de refugiados, sendo que três desses grupos agora habitam Andaron.
Uma das lendárias criações de Bergelius foi o Dragão Keribes. Os altos rugidos de monstro ardente incutiram o medo dos Deuses na população do continente. Ele e o seu bando de demônios negros alados viajaram pelo mundo, matando tudo e todos os que não se conseguiam esconder a tempo. Aldeias inteiras eram destruídas e o único sinal de vida que restava era as grossas colunas de fumo que se erguiam até ao cinzento céu limpo. Andaron permaneceu relativamente refugiado do desastre, razão pela qual muitas pessoas que fugiram de suas casas decidiram recomeçar aí as suas vidas.
Três grandes ondas de refugiados abateram-se sobre Andaron. Cruzaram os oceanos em barcos simples tendo mesmo algumas pessoas até nadado parte do caminho para conseguirem salvar-se. Depois de uma angustiada viagem finalmente chegaram ao continente. Em Dragonrod, no lugar que agora é denominado Santuário do Morto, foram enterrados aqueles que não chegaram com vida à costa. No decorrer do tempo foram formados 4 Clãs. Os indígenas sobreviventes, que não tinham passado para o lado do Mal, ficaram conhecidos pelo Clã Mu. Os Elfos transformaram-se em seres incorpóreos e cruzaram os oceanos flutuando ou nadando por baixo de água. O Clã que formaram (o Clã Bon Tua) era muito tradicional e detestava qualquer mudança. Um grupo de Fadas voou através de Andaron numa brilhante corrente de luzes e formou o Clã Mirhur. Estas criaturas pequenas, mas extremamente inteligentes, eram adoráveis e capazes de se defender a si mesmas através da utilização racional da magia. Cerca de dois séculos mais tarde os Felinos juntaram-se ao Clã Mirhur das Fadas e ambas as Raças viveram em perfeita harmonia. Com a última vaga de refugiados vieram os humanos que, devido à sua curta esperança de vida, rapidamente desenvolveram uma enorme ambição e capacidade de adaptação lendárias. Tornaram-se seguidores do Clã Parholn. Os quatro Clãs viviam juntos em territórios definidos sem qualquer conflito. No entanto os Rahu, um grupo isolado que vivia na ilha Britron, não se tornaram membros desta comunidade.
Diferenças impossíveis de ultrapassar na cultura e no modo de viver quebraram, de novo, a harmonia e os conflitos que daí resultaram desenvolveram-se para uma guerra. No entanto esta infelicidade não durou muito uma vez que os Clãs reconheceram que apenas conseguiriam sobreviver se trabalhassem em conjunto. Esta conclusão tornou-se a base estável para uma compreensão mútua e uma vida pacífica em conjunto. Desde esse momento em diante as pessoas partilharam os seus conhecimentos, apoiaram-se mutuamente e alcançaram juntas o sucesso.
Os Rahu, por outro lado, focaram a sua energia em treinar a sua tropa horrível. Criaram terríveis planos para uma invasão que supostamente deveria destruir toda a população. Brutalmente atacaram as pessoas por todo o continente. Mas os Clãs, unidos em poder e força de vontade, foram capazes de forçar os Rahu a retirar-se. Perto do fim do combate a Espada Toda-Poderosa Krawendyn cai nas mãos dos soldados e foi levada ao comandante das tropas de Andaron, que a escondeu num lugar seguro. Mas a simples presença da espada - que havia sido criada por poderes negros - era suficiente para semear a discórdia entre o povo. Os poderes negros secretamente continuaram o seu caminho até às inocentes almas dos habitantes. Mais uma vez a paz deu lugar à guerra.
Os 8 Deuses Protetores apressaram-se a contatar com Leya e acordaram-na. Ela tinha estado a dormir para recuperar do esforço necessário para criar Andaron e acordou apenas para tomar conhecimento das coisas terríveis que estavam acontecendo no mundo que ela tinha criado com tanto amor e carinho. A Deusa enviou os 8 Deuses Protetores para Andaron de modo a resolverem o problema. Primeiro eles agarraram na espada de Bergelius e destruíram-na. Desceram depois ao continente de Andaron e puseram um ponto final na guerra através dos poderes da luz e da harmonia, curando os feridos e os exaustos e apoiando a população, encorajando a sua fé no Bem do mundo.
Pouco depois teve lugar uma segunda invasão dos Rahu. Mais uma vez, quando ninguém esperava, eles atacaram o continente brutalmente e destruíram regiões inteiras. Após numerosos combates sem misericórdia, que estavam longe de qualquer tipo de moral ou compreensão, os Deuses Protetores enviaram uma inundação que quase destruiu toda a civilização. Os sobreviventes vaguearam o continente como nómadas durante um longo período de tempo. Finalmente o número de habitantes aumentou, mas ainda tinham que se defender do crescente número de monstros.
A Rainha Blid Blonead fundou uma nova nação e mudou o nome do continente para Ibéria. Os primeiros anos foram marcados pela luta pela sobrevivência, que ainda assim não impediu algumas pessoas de assentarem como agricultores. Os seus esforços para cultivar novos campos apenas puderam ser implementado parcialmente. A terra árida não era capaz de permitir o crescimento das sementes. Além disso os locais estavam apinhados de animais selvagens que também estavam lutando pela sua sobrevivência. Por essa razão a vida diária tornou-se muito difícil. Os habitantes começaram a treinar-se nas antigas artes marciais de novo, de modo a poderem defender-se dos monstros em combate. Durante vários anos as pessoas vaguearam de um lado para o outro em Ibéria, procurando um bom local para chamarem casa.
À medida que o tempo passava as pessoas tornavam-se mais hábeis, elo que chegou a uma altura em que já eram capazes de conseguir manter-se em vantagem em relação aos monstros e enviar uma grande parte deles para o exílio. O número de pessoas rapidamente aumentou, grandes vilas foram fundadas e regiões abandonadas foram habitadas. A Rainha Blid Blonead decidiu, depois de consultar os anciãos das vilas, que deveriam ser estabelecidas fronteiras pois existiam territórios que estavam sempre a ser conquistados por outros. Assim foram formadas as primeiras regiões de Ibéria. Ardir, Tibered e Tarat, todas as regiões do centro de Ibéria se tornaram bastante conhecidas após os grandes combates que aí tiveram lugar.
Mais uma vez os Rahu, controlados pelo Mal, infiltraram-se na terra e arrasaram toda a região no primeiro combate de Ardir. A guerra entre o Bem e o Mal continuou. De um lado os poderes do Mal, tentando ganhar controle do mundo. Do outro lado estavam os poderes da Luz, que há séculos tentavam dar o seu melhor para criar vida que fosse capaz de continuar a evoluir. Não foi possível obter uma decisão, pelo que um curto cessar-fogo foi imposto antes de ambas as frentes se encontrarem de novo. Ardir, que ainda estava enfraquecida pelos combates anteriores, sofreu com os conflitos repetidos. Os sobreviventes fugiram para as regiões circundantes guiados pela forte mão de um tal Horus Ariano. Ele lutou heroicamente e protegeu os fracos, obtendo dessa forma honra e glória.
Durante o segundo grande combate, que desta vez se travou em Tarat, o Horus Ariano guiou os Iberians e juntos saíram do combate vitoriosos. No entanto, embora os Rahu e o seu líder estratégico tenham sido destruídos, eles continuaram a atacar outras regiões. Numerosos e violentos combates continuaram em volta do Castelo da Rainha, tendo sido defendidos com sucesso pelos Iberians. Depois do último ataque a Rainha e o já herói Horus Ariano desapareceram sem deixar rasto.
Para tristeza e assombro da população, a Rainha Blid Blonead e o Horus Ariano tinham desaparecido da face da terra, nunca mais voltando a aparecer. Não havia um descendente real, pelo que o reino foi dividido em quatro territórios de tamanho igual, sendo cada um deles governado pelos conselheiros mais próximos da Rainha: Neban Maha, Ruard Lopesa, Edgar Seher e Uma Plutak. Conduzidos pela ganância e ansiando por mais poder e território os quatro dedicaram-se a uma amarga luta pelo poder. Afligidos pela tirania os seus súditos ficaram profundamente infelizes. Edgar Seher cedo desistiu da luta com os outros governadores sem misericórdia e fundou uma cidade sagrada no Sul de Ibéria. Esta cidade veio mais tarde a tornar-se o que agora conhecemos por Gor.
Sob a liderança de Armin de Remperd teve início uma rebelião, uma revolta do povo contra o que eles chamavam de um regimento injusto e ilegítimo. A ocupação da cidade de Lezina em Ibéria não correu de acordo com os planos dos rebeldes. A tropa dos governadores encurralou os rebeldes no centro da cidade. Sem provisões e após seis meses de combates sem fim surgiu o clímax e simultâneo fim dos combates, na noite em que 20.000 rebeldes foram massacrados. Este combate ficou na história como "A Noite do Massacre da Lua Negra". Assombrados com a quantidade de violência demonstrada Uma Plutak e Armin de Remperd fugiram. Depois disso Ruard Lopesa propôs uma nova divisão de Ibéria. Ele ficou a cargo de Derion, o maior território, que ficava do lado oriental, e de Valorian, o território ocidental, a Neban Maha. De igual forma a rapidamente desenvolvida cidade sagrada do Sul, agora governada por Nedbed, tornou-se Gor.
Ruard Lopesa era um líder terrível, que não se importava com o seu povo e apenas se interessava no próprio poder. Neban Maha, pelo contrário, era um governador que se concentrava nas necessidades do seu povo; no entanto a sua necessidade de se defender contra Ruard Lopesa não deixou que fosse posto um ponto final nos distúrbios. Ambos os líderes proclamaram-se Imperadores e afastaram-se cada vez mais um do outro. Diversas pequenas guerras foram travadas entre ambos os reinos. Gor não se envolveu em nenhum destes conflitos, permanecendo um reino neutro. Nedbed era um Rei virado para a economia e que mantinha intactos os tratados de comércio de alimentação e armas com ambos os reinos.
Os constantes combates entre ambos os reinos intensificaram-se e teve lugar a primeira guerra. Ruard enviou uma delegação a Valorian para recolher impostos. Enraivecido pela audácia demonstrada o normalmente pacífico Neban Maha respondeu com a decapitação de toda a delegação. Por essa razão Ruard Lopesa aumentou os impostos no seu reino para ajudar a financiar e preparar a guerra contra Valorian. Pouco tempo depois teve lugar uma declaração de Guerra enviada por Derion a Valorian. Derion teve sucesso no ataque à capital de Valorian, mas não foi capaz de se apoderar do Castelo Neumann onde os soldados de Valorian se tinham barricado. Depois de vários conflitos ambos os reinos chegaram à conclusão que as suas tropas eram igualmente poderosas. E mais uma vez foi imposto um cessar-fogo.
Neban Maha convenceu-se que Gor tinha apoiado Derion na guerra e, sob o seu comando, Valorian deu início a uma campanha de vingança no Sul. Felizmente os habitantes conseguiram encontrar abrigo a tempo. Depois de tudo ter voltado ao normal Gor formou o seu próprio exército para reforçar a sua neutralidade em relação a ambos os reinos. No entanto os outros reinos permaneciam inimigos. Foi criada uma fronteira entre Derion e Valorian para que mais nenhum comércio pudesse ser tratado entre eles. Gor tornou-se o único parceiro comercial de ambos os reinos. A fronteira entre Derion e Valorian ainda não existia há dois anos quando sofreu um colapso e teve início uma segunda guerra. Os combates foram bastante equilibrados. Gor apoiou ambos os reinos de forma igual com comida e armas, mas manteve-se afastado de qualquer tipo de hostilidades.
Foi então de novo imposto mais um cessar-fogo, que ambas as nações utilizaram para se voltar a armar. Comida, produtos naturais e ferro eram negociados em Valorian e Derion concentrou a sua força em armas mágicas e medicamentos mágicos. Esta paz frágil foi mantida durante alguns anos, o que provavelmente poderá conduzir à estabilidade dos seus exércitos. No entanto estão a começar a surgir brechas que ameaçam que uma guerra poderá estalar a qualquer altura.
Site de Registro:http://www.4story.net.br/
Absorto na confiança de ter derrotado Leya, Bergelius criou um misterioso lugar dedicado às trevas - frio e rodeado de sombras. A Deusa, aprisionada, mas ainda cheia de esperança, utilizou as suas habilidades sobrenaturais para examinar a fundo a criação do seu adversário. Ela viu que o mundo à sua volta se tinha tornado vazio e tinha perdido toda a sua forma e toda a sua vida. Com os seus próprios poderes criou o jogo de cores entre a luz e a escuridão. Este fenómeno veio mais tarde a ser chamado de dia e noite. Ao mesmo tempo Leya lançou também as fundações da vida: Terra, Água, Ar e Fogo. Ela decorou o mundo com continentes, vegetação e diversas criaturas, quer em terra quer na água. Deu a um dos continentes o nome de Andaron - conhecido hoje por Iberia - e deu aos seus primeiros habitantes o nome de Mu. Como não era capaz de defender a sua própria criação concebeu 8 Deuses Protectores e encarregou-os de proteger o mundo.
Bergelius não reparou na criação de Leya até a mesma estar completa. Profundamente infeliz por ter sido tão mau observador ele ordenou Parakelius, um dos seus servos mais leais, destruir a criação de Leya o mais rápido possível. Parakelius e os seus seguidores puseram-se imediatamente a caminho do mundo idílico. Uma névoa tenebrosa abateu-se sobre o mundo, espalhando o medo e o terror. Parakelius enganou as pessoas de Andaron com a sua malícia e convenceu-as a juntarem-se ao Reino das Sombras. Desde este dia em diante a paz deu lugar ao imparável crescimento da onde de fúria.
Os 8 Deuses Protectores enviaram uma grande inundação para destruir o Mal e salvar Andaron. A massa de água quase obliterou todas as criaturas que habitavam o mundo. Os poucos que sobreviveram refugiaram-se na ilha Britron, na costa oeste de Iberia. As criaturas que tinham sido seduzidas pelo lado do Mal foram aqui libertadas e algumas transformaram-se em monstros horrendos. Os rumores dizem que os poderes de Parakelius e dos seus seguidores foram a causa dessas transformações aterrorizantes. As criaturas da ilha formaram então a tribo dos Rahu.
Uma das lendárias criações de Bergelius foi o Dragão Keribes. Os altos rugidos de monstro ardente incutiram o medo dos Deuses na população do continente. Ele e o seu bando de demônios negros alados viajaram pelo mundo, matando tudo e todos os que não se conseguiam esconder a tempo. Aldeias inteiras eram destruídas e o único sinal de vida que restava era as grossas colunas de fumo que se erguiam até ao cinzento céu limpo. Andaron permaneceu relativamente refugiado do desastre, razão pela qual muitas pessoas que fugiram de suas casas decidiram recomeçar aí as suas vidas.
Três grandes ondas de refugiados abateram-se sobre Andaron. Cruzaram os oceanos em barcos simples tendo mesmo algumas pessoas até nadado parte do caminho para conseguirem salvar-se. Depois de uma angustiada viagem finalmente chegaram ao continente. Em Dragonrod, no lugar que agora é denominado Santuário do Morto, foram enterrados aqueles que não chegaram com vida à costa. No decorrer do tempo foram formados 4 Clãs. Os indígenas sobreviventes, que não tinham passado para o lado do Mal, ficaram conhecidos pelo Clã Mu. Os Elfos transformaram-se em seres incorpóreos e cruzaram os oceanos flutuando ou nadando por baixo de água. O Clã que formaram (o Clã Bon Tua) era muito tradicional e detestava qualquer mudança. Um grupo de Fadas voou através de Andaron numa brilhante corrente de luzes e formou o Clã Mirhur. Estas criaturas pequenas, mas extremamente inteligentes, eram adoráveis e capazes de se defender a si mesmas através da utilização racional da magia. Cerca de dois séculos mais tarde os Felinos juntaram-se ao Clã Mirhur das Fadas e ambas as Raças viveram em perfeita harmonia. Com a última vaga de refugiados vieram os humanos que, devido à sua curta esperança de vida, rapidamente desenvolveram uma enorme ambição e capacidade de adaptação lendárias. Tornaram-se seguidores do Clã Parholn. Os quatro Clãs viviam juntos em territórios definidos sem qualquer conflito. No entanto os Rahu, um grupo isolado que vivia na ilha Britron, não se tornaram membros desta comunidade.
Diferenças impossíveis de ultrapassar na cultura e no modo de viver quebraram, de novo, a harmonia e os conflitos que daí resultaram desenvolveram-se para uma guerra. No entanto esta infelicidade não durou muito uma vez que os Clãs reconheceram que apenas conseguiriam sobreviver se trabalhassem em conjunto. Esta conclusão tornou-se a base estável para uma compreensão mútua e uma vida pacífica em conjunto. Desde esse momento em diante as pessoas partilharam os seus conhecimentos, apoiaram-se mutuamente e alcançaram juntas o sucesso.
Os Rahu, por outro lado, focaram a sua energia em treinar a sua tropa horrível. Criaram terríveis planos para uma invasão que supostamente deveria destruir toda a população. Brutalmente atacaram as pessoas por todo o continente. Mas os Clãs, unidos em poder e força de vontade, foram capazes de forçar os Rahu a retirar-se. Perto do fim do combate a Espada Toda-Poderosa Krawendyn cai nas mãos dos soldados e foi levada ao comandante das tropas de Andaron, que a escondeu num lugar seguro. Mas a simples presença da espada - que havia sido criada por poderes negros - era suficiente para semear a discórdia entre o povo. Os poderes negros secretamente continuaram o seu caminho até às inocentes almas dos habitantes. Mais uma vez a paz deu lugar à guerra.
Os 8 Deuses Protetores apressaram-se a contatar com Leya e acordaram-na. Ela tinha estado a dormir para recuperar do esforço necessário para criar Andaron e acordou apenas para tomar conhecimento das coisas terríveis que estavam acontecendo no mundo que ela tinha criado com tanto amor e carinho. A Deusa enviou os 8 Deuses Protetores para Andaron de modo a resolverem o problema. Primeiro eles agarraram na espada de Bergelius e destruíram-na. Desceram depois ao continente de Andaron e puseram um ponto final na guerra através dos poderes da luz e da harmonia, curando os feridos e os exaustos e apoiando a população, encorajando a sua fé no Bem do mundo.
Pouco depois teve lugar uma segunda invasão dos Rahu. Mais uma vez, quando ninguém esperava, eles atacaram o continente brutalmente e destruíram regiões inteiras. Após numerosos combates sem misericórdia, que estavam longe de qualquer tipo de moral ou compreensão, os Deuses Protetores enviaram uma inundação que quase destruiu toda a civilização. Os sobreviventes vaguearam o continente como nómadas durante um longo período de tempo. Finalmente o número de habitantes aumentou, mas ainda tinham que se defender do crescente número de monstros.
A Rainha Blid Blonead fundou uma nova nação e mudou o nome do continente para Ibéria. Os primeiros anos foram marcados pela luta pela sobrevivência, que ainda assim não impediu algumas pessoas de assentarem como agricultores. Os seus esforços para cultivar novos campos apenas puderam ser implementado parcialmente. A terra árida não era capaz de permitir o crescimento das sementes. Além disso os locais estavam apinhados de animais selvagens que também estavam lutando pela sua sobrevivência. Por essa razão a vida diária tornou-se muito difícil. Os habitantes começaram a treinar-se nas antigas artes marciais de novo, de modo a poderem defender-se dos monstros em combate. Durante vários anos as pessoas vaguearam de um lado para o outro em Ibéria, procurando um bom local para chamarem casa.
À medida que o tempo passava as pessoas tornavam-se mais hábeis, elo que chegou a uma altura em que já eram capazes de conseguir manter-se em vantagem em relação aos monstros e enviar uma grande parte deles para o exílio. O número de pessoas rapidamente aumentou, grandes vilas foram fundadas e regiões abandonadas foram habitadas. A Rainha Blid Blonead decidiu, depois de consultar os anciãos das vilas, que deveriam ser estabelecidas fronteiras pois existiam territórios que estavam sempre a ser conquistados por outros. Assim foram formadas as primeiras regiões de Ibéria. Ardir, Tibered e Tarat, todas as regiões do centro de Ibéria se tornaram bastante conhecidas após os grandes combates que aí tiveram lugar.
Mais uma vez os Rahu, controlados pelo Mal, infiltraram-se na terra e arrasaram toda a região no primeiro combate de Ardir. A guerra entre o Bem e o Mal continuou. De um lado os poderes do Mal, tentando ganhar controle do mundo. Do outro lado estavam os poderes da Luz, que há séculos tentavam dar o seu melhor para criar vida que fosse capaz de continuar a evoluir. Não foi possível obter uma decisão, pelo que um curto cessar-fogo foi imposto antes de ambas as frentes se encontrarem de novo. Ardir, que ainda estava enfraquecida pelos combates anteriores, sofreu com os conflitos repetidos. Os sobreviventes fugiram para as regiões circundantes guiados pela forte mão de um tal Horus Ariano. Ele lutou heroicamente e protegeu os fracos, obtendo dessa forma honra e glória.
Durante o segundo grande combate, que desta vez se travou em Tarat, o Horus Ariano guiou os Iberians e juntos saíram do combate vitoriosos. No entanto, embora os Rahu e o seu líder estratégico tenham sido destruídos, eles continuaram a atacar outras regiões. Numerosos e violentos combates continuaram em volta do Castelo da Rainha, tendo sido defendidos com sucesso pelos Iberians. Depois do último ataque a Rainha e o já herói Horus Ariano desapareceram sem deixar rasto.
Para tristeza e assombro da população, a Rainha Blid Blonead e o Horus Ariano tinham desaparecido da face da terra, nunca mais voltando a aparecer. Não havia um descendente real, pelo que o reino foi dividido em quatro territórios de tamanho igual, sendo cada um deles governado pelos conselheiros mais próximos da Rainha: Neban Maha, Ruard Lopesa, Edgar Seher e Uma Plutak. Conduzidos pela ganância e ansiando por mais poder e território os quatro dedicaram-se a uma amarga luta pelo poder. Afligidos pela tirania os seus súditos ficaram profundamente infelizes. Edgar Seher cedo desistiu da luta com os outros governadores sem misericórdia e fundou uma cidade sagrada no Sul de Ibéria. Esta cidade veio mais tarde a tornar-se o que agora conhecemos por Gor.
Sob a liderança de Armin de Remperd teve início uma rebelião, uma revolta do povo contra o que eles chamavam de um regimento injusto e ilegítimo. A ocupação da cidade de Lezina em Ibéria não correu de acordo com os planos dos rebeldes. A tropa dos governadores encurralou os rebeldes no centro da cidade. Sem provisões e após seis meses de combates sem fim surgiu o clímax e simultâneo fim dos combates, na noite em que 20.000 rebeldes foram massacrados. Este combate ficou na história como "A Noite do Massacre da Lua Negra". Assombrados com a quantidade de violência demonstrada Uma Plutak e Armin de Remperd fugiram. Depois disso Ruard Lopesa propôs uma nova divisão de Ibéria. Ele ficou a cargo de Derion, o maior território, que ficava do lado oriental, e de Valorian, o território ocidental, a Neban Maha. De igual forma a rapidamente desenvolvida cidade sagrada do Sul, agora governada por Nedbed, tornou-se Gor.
Ruard Lopesa era um líder terrível, que não se importava com o seu povo e apenas se interessava no próprio poder. Neban Maha, pelo contrário, era um governador que se concentrava nas necessidades do seu povo; no entanto a sua necessidade de se defender contra Ruard Lopesa não deixou que fosse posto um ponto final nos distúrbios. Ambos os líderes proclamaram-se Imperadores e afastaram-se cada vez mais um do outro. Diversas pequenas guerras foram travadas entre ambos os reinos. Gor não se envolveu em nenhum destes conflitos, permanecendo um reino neutro. Nedbed era um Rei virado para a economia e que mantinha intactos os tratados de comércio de alimentação e armas com ambos os reinos.
Os constantes combates entre ambos os reinos intensificaram-se e teve lugar a primeira guerra. Ruard enviou uma delegação a Valorian para recolher impostos. Enraivecido pela audácia demonstrada o normalmente pacífico Neban Maha respondeu com a decapitação de toda a delegação. Por essa razão Ruard Lopesa aumentou os impostos no seu reino para ajudar a financiar e preparar a guerra contra Valorian. Pouco tempo depois teve lugar uma declaração de Guerra enviada por Derion a Valorian. Derion teve sucesso no ataque à capital de Valorian, mas não foi capaz de se apoderar do Castelo Neumann onde os soldados de Valorian se tinham barricado. Depois de vários conflitos ambos os reinos chegaram à conclusão que as suas tropas eram igualmente poderosas. E mais uma vez foi imposto um cessar-fogo.
Neban Maha convenceu-se que Gor tinha apoiado Derion na guerra e, sob o seu comando, Valorian deu início a uma campanha de vingança no Sul. Felizmente os habitantes conseguiram encontrar abrigo a tempo. Depois de tudo ter voltado ao normal Gor formou o seu próprio exército para reforçar a sua neutralidade em relação a ambos os reinos. No entanto os outros reinos permaneciam inimigos. Foi criada uma fronteira entre Derion e Valorian para que mais nenhum comércio pudesse ser tratado entre eles. Gor tornou-se o único parceiro comercial de ambos os reinos. A fronteira entre Derion e Valorian ainda não existia há dois anos quando sofreu um colapso e teve início uma segunda guerra. Os combates foram bastante equilibrados. Gor apoiou ambos os reinos de forma igual com comida e armas, mas manteve-se afastado de qualquer tipo de hostilidades.
Foi então de novo imposto mais um cessar-fogo, que ambas as nações utilizaram para se voltar a armar. Comida, produtos naturais e ferro eram negociados em Valorian e Derion concentrou a sua força em armas mágicas e medicamentos mágicos. Esta paz frágil foi mantida durante alguns anos, o que provavelmente poderá conduzir à estabilidade dos seus exércitos. No entanto estão a começar a surgir brechas que ameaçam que uma guerra poderá estalar a qualquer altura.
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